Supimpa Peças & Acessórios para Opala e Caravan

CARRO & MOTO - JORNAL DO BRASIL - 12/11/2005 - Por Aline Duque Erthal

Heróis do Passado: Apaixonados pelo bom e velho Opala

Loja dedica-se exclusivamente ao modelo

''Porque quem gosta de motorzinho é dentista''. Com o slogan na cabeça e tino comercial aguçado, Roberto Pacheco Rocha Jr. resolveu mudar os rumos dos negócios: desistiu de trabalhar com multimarcas e agora sua loja de automóveis, a Supimpa, só vende... Opalas.

O número 5.610 da rua Vergueiro, no bairro do Ipiranga (SP), tem um exército da saudosa linha grandalhona, lançada pela GM em 1969: cupê, sedã, caravan - é só escolher. Alguns exemplares encontram-se em perfeito estado de conservação; outros precisam de uns retoques aqui, outras mexidas ali. Divertida brincadeira, para os mais apaixonados.

O mais baratinho, um Opala Comodoro 4 cilindros de 1979, está com tudo em cima e custa R$ 3.800. Mas tem também um Opala Especial 6 cilindros, ano 1970, todo azul - uma graça. Ficha técnica: três marchas na coluna, banco inteiriço, em fase final de restauração. R$ 6.800. É o mais velhinho da turma, enquanto o mais caro é a belezura Caravan Diplomata 6 cilindros, 1987, a álcool: quatro portas, com tudo a que tem direito (ar, direção, trava e até teto solar!). ''Raridade, única à venda'', destaca o site da loja (www.supimpamultimarcas.com.br), que não economiza persuasão: ''Poucas unidades desenvolvidas pela Concessionária Guaporé (GM)''. Sai pela salgada cifra de R$ 17.800.

As pretensões da loja de 500 metros quadrados são grandes: transformar-se em uma central nacional de compra e venda dos modelos de 69 a 92. Hoje, 14 preciosidades são encontradas ali - mas o dono do espaço quer mais.

- Cabem aqui 25 carros. Mas já estou pensando em me mudar para um lugar maior no ano que vem.

Tá certo, seu Roberto. Mas... Por que Opala?

- Sempre trabalhei com o carro, embora em quantidade muito menor que as outras marcas. Mas a procura sempre foi grande. Resolvi investir só nessa linha e deu certo: agora, compro um, vendo dois. É gente procurando de Brasília, Belo Horizonte, Paraná... A rotatividade no estoque é tanta que preciso atualizar duas vezes por dia o meu site - gaba-se.

Todo esse papo de comerciante convence; mas o microempresário também não esconde o dedinho de Fabíola, sua noiva, no andamento dos negócios. Afinal, é ela a idealizadora do site e uma das principais responsáveis pela guinada da Supimpa. Yula é devota dos Opalas. Não à toa: foi num cupê branco, ano 77, que ela foi para a maternidade, ainda na barriga da mãe. Motivo suficiente para Roberto - que amor - caçar o histórico carro pela placa. Tanto fez que achou, e o bichano já está em fase de restauração.

Ao que parece, essa afeição por Opala é contagiante. Quase chega a ser difícil se desfazer deles, mesmo que para faturar umas verdinhas:

- Estava com um 73, único dono. Anunciei e tudo; mandei tirar os amassadinhos que uma chuva de granizo tinha feito na lataria... Ah, resolvi ficar com ele - derrete-se o comerciante, hoje apaixonado assumido.

Não é o único. O filhote da Chevrolet até hoje arranca suspiros por onde passa. Quem duvida pode dar uma olhada na internet. São páginas e páginas dedicadas a declarações de amor ao carrão e diversas comunidades no Orkut, como Amigos do Opala; Preparação de Opalas; Caravan, SS-A saga esportiva (!) e até Namoradas de Opaleiros (233)...

Ok, nós nos rendemos: na próxima edição do Carro & Moto, confira a evolução, os causos e homenagens rendidas a esse carrão que fez história.

http://jbonline.terra.com.br/jb/papel/cadernos/carro/2005/11/11/jorcar20051111011.html

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